Espaço Urbano e seu campo de informação.
Nikos A. Salingaros
(Tradução em Português da Roberto Deoliveira)
Á respeito deste capítulo -- por Arthur van Bilsen
Este capítuloa é a respeito de como vivenciamos o espaço urbano. O espaço que vivemos está constantemente tentando se comunicar com seus observadores, mandando informações a todos nossos sentidos. O sucesso destas comunicações depende parcialmente da legibilidadeb do ambiente. Para projetistas urbanos o espaço público é de particular interesse. As superfícies circundantes destes espaços, incluindo a pavimentação, conduzem informação ao observador e forma o campo de informação originário do título.
Uma base para compreensão para o processo de percepção da informação foi estabelecido por Lynch (1960) e Gibson (1969). A abordagem deles se refere à aparência geométrica de elementos no ambiente. Outros estudos (Appleyard, 1969; Golledge and Spector, 1978) indicam também elementos simbólicos, culturais e pessoais conduzem informação, por exemplo, uma memorial.
Informação pode ser utilitariamente dividida em informação objetiva e informação subjetiva. informação subjetiva tem o significado simbólico, cultural e pessoal mencionado. Informação objetiva advem da aparência geométrica, pode ser quantificada e é isenta de sentido. Uma fórmula exata para a quantidade de informação (também a fórmula para a entropia) é conhecida da teoria da informação (Shannon e Weaver, 1949). Poder-se-á achar mais à respeito de informação e entropia na Seção “Entropia estrutural, informação e a hierarquia em escala” no Capítulo 3. O autor não vai tentar quantificar exatamente a quantidade de informação, mas o sentido da informação como uma função do modo que isto é apresentado ao observador.
No presente Capítulo três leis se oferecem para geração de um bem sucedido espaço urbano. Bem sucedido significa que o espaço é usado e, sobretudo, de um modo que nutre emocionalmente o observador. Este último pode ser um objetivo talvez novo ou não-familiar para projetistas urbanos e planejadores para perseguir. A partir de uma perspectiva de uma pessoa realmente usando o espaço urbano projetado não é um formato sobretudo da estrutura que carrega informação, mas também elementos próximos numa escala menor, tais como as texturas de superfícies. Isto poderia ajudar o planejador e o projetista urbano a usar uma linguagem padrão próxima de uma linguagem de formac. A perspectiva da primeira pessoa (vendo ou experenciando o mundo através dos olhos do usuário primário) é subestimado, mas ponto de vista essencial perto da visão do olho de passarinho de um modelo de escala ou um mapa.
Shannon, C.E. and Weaver, W.1949. The Mathematical Theory of Communication. Urbana (USA): University of Illinois Press.
Gibson, J.J.1979. The Ecological Approach to Visual Perception. Boston, (Mass, USA, USA): Houghton Mifflin.
Lynch, K. 1960. The Image of the City. Cambridge (Mass, USA): MIT Press.
Appleyard, D. 1969 “Why buildings are known.” Environment and Behavior, Vol.1: 131-156.
Golledge, R.J. and Spector, A. 1978. “Comprehending the urban environment: Theory and practice.” Geographical Analysis, Vol. 10: 403-426.
Salingaros, N.A. 2003. Two Languages for Architecture. Plan Net Online Architectural Resources(February 2003). Reprinted in: “Architecture,Community, and Participation: Which Language?”, University of Rome III(Aracne Editrice, Rome, 2003), pp.41-45. See http:www.plannet.com/features/twolanguages.html (February 2003).
a Originalmente publicado no Journal of Urban Design, Vol. 4, 1999, pp.29-49.
B ‘Legibilidade’ é um termo introduzido por Lynch. Legibilidade da cidade é a facilidade com quem suas partes podem ser reconhecidas, organizadas e grupadas em padrão geral coerente. (‘padrão’ no seu significado ordinário).
C Um padrão de linguagem contém regras para como seres humanos interagem com formas construídas por onde uma linguagem de forma consiste em regras geométricas para juntar r matéria. (Salingaros, 2003).
Espaço Urbano e seu Campo de Informação
Este Capítulo propõem uma essencialmente nova teoria de espaço urbano baseado em teoria da informação e da lei de ótica. O uso do espaço urbano está ligado ao campo de informação gerado por superfícies circunstantes e quão facilmente a informação pode ser recebida por pedestres. Exteriores de prédios históricos usualmente apresentam peça côncava, de aspecto fractal que otimiza sinais visuais e acústicos que transmite conteúdo de informação. Espaços urbanos de sucesso também oferecem informação tátil proveniente de estruturas locais destinadas ao parar e sentar. O campo de informação total por sua vez determina a posição ótima das passagens e nós dos pedestres. Esta interação complexa entre seres humanos e o ambiente construído, incrivelmente negligenciados em nossos tempos, explica porque tantos espaços urbanos históricos provêem um ambiente emocionalmente nutriente.
Introdução
O que nos faz usar (ou evitar) espaços urbanos? Ao invés de propriedades de espaço vazio definido por algum plano, é realmente o campo de informação originando nos espaços circundantes que permeia o espaço e conecta isto à consciência humana. A experiência de espaço é definida por sua interação com pessoas ainda que no último século 20 pessoas tendiam a conceber de espaço como um volume vazio. Nesta vista, o receptor não tem papel a desempenhar. Definida pela larga escala geométrica, volumes vazios existem apenas num sentido abstrato, matemático. Estes são independentes de estruturas circundantes e de quaisquer observadores. O ponto é que espaço abstrato pouco tem que ver com espaço experienciado. Sendo aberto ao céu, espaço urbano é muito facilmente definido por um plano, e a atenção do desenhista urbano tem sido focada no desenho formal deste plano.
Aqui, espaço urbano é relacionado em uma maneira essencial com este campo de informação cuja existência é realçada pelos receptores humanos deste campo. Informação é gerada por superfícies circundantes: fachadas de edifícios, o pavimento, e os nós locais tais como árvores e mobiliário de rua. O plano tem apenas menor relevância, o foco é no conteúdo informacional de superfícies circunstantes. Arquitetura é uma extensão da mente humana ao ambiente. Nós construímos estruturas de modo que possamos conectar a elas; este estende nossa consciência ao nosso imediato entorno. Se, por outro lado, não podemos nos conectar às superfícies circundantes, então nos descobrimos em um ambiente estranho e nossos instintos básicos nos levam a abandoná-lo.
Definimos nosso espaço de viver pela conexão com vizinhanças sólidas, visualmente e acusticamente tão bem quanto através do contato físico. Espaço interno é quase totalmente envolvido por estruturas construídas. Falando estritamente, espaço externo não necessita edifícios absolutamente; apenas superfícies circundantes, nós para sentar e parar, e caminhos. Como uma grande porção do espaço urbano é aberta para o céu, aquelas pequenas partes que uma é capaz de conectar-se são cruciais desde que elas representam apenas uma fração do ângulo sólido subentendido total de nosso campo perceptual. Espaço urbano depende da estrutura fina de suas vizinhanças, requerendo muito maior cuidado do que o tratamento arquitetônico do espaço interior. Isto é mostrado posteriormente porque a fronteira ideal do espaço urbano é gerada fractalmente.
Espaço urbano é muito mais sofisticado matematicamente do que estamos acostumados a pensar. Num outro extremo de uma coleção de estáticas formas simples não-interativas e vazios, na realidade nós temos um sistema complexo atado junto por ambas interações estáticas e dinâmicas (Madanipour, 1996). Mais importante, este sistema é ligado numa maneira não linear com seus usuários. A presença de observadores altera o estado do sistema pelo aumento do conteúdo da informação. assim fazendo com que o espaço urbano fique mais útil (e aumentando a freqüência de seu uso). Avanços na compreensão de sistemas complexos durante poucos anos atrás nos permitiram enfrentar problemas de grande complexidadetais como espaço urbanosem sermos forçados em fazer drásticas presunções simplificadas.
Leis para geração do espaço urbano
Espaço urbano deve ter certas qualidades se é para responder aos sentimentos e sensibilidades humanas. Espaços históricos eram o resultado de intuição, regras convencionais, condições sociais e as limitações de materiais disponíveis (madanipour, 1996; Moughtin, 1992). Eles não eram provavelmente nem o resultado do pensamento consciente, nem da aplicação de um conjunto de regras. Atualmente, a complexidade da interação humana com espaço é mais confusa; ajuda se nós podemos arranjar um conjunto de regras para o espaço urbano. Natureza oferece-nos o exemplo de estruturas fractais e espaços urbanos históricos tem mesmo qualidades fractais. Tanto Lachlan Robertson (1995) como Christopher Alexander (2002) acreditam que a textura de especo é governada pelas mesmas regras em todas escalas; desde a escala do planeta, baixando até a escala de um seixo
Os processos que geram espaço urbano bem sucedido (i.e., espaço que é usado e que sente emocionalmente nutriente) podem ser sumarizado nos três axiomas seguintes:
1. Espaço urbano é limitado por superfícies que apresentam informação não ambígua.
2. O campo de informação espacial determina a teia conectiva de trajetórias e nós.
3. O núcleo de espaço urbano é espaço de pedestre protegido de tráfego não-pedestre.
Os três axiomas do espaço urbano influenciam a distribuição do espaço público e edifícios. Eles também provêem regras gerais que governam a forma (mas não o desenho) de fachadas de edifícios, detalhes estruturais e materiais. Todos destes tornam-se interdependentes em ajudar a definir espaço urbano. Os axiomas operam num nível mais básico do que em decisões em desenho de larga escala. Planos; padrões; simetria; eixos; enquanto importantes, são apenas de importância relativa secundária aos processos fundamentais que geram espaço urbano. Isto empresta apoio para a irregularidade de espaços urbanos de sucesso como documenta Camillo Sitte (Collins & Collins, 1986) e por Rob Krier (Krier, 1979). Planejadores urbanos nos nossos tempos, que tendem em focar na geometria formal do projeto, não tem criado espaços urbanos que são usados.
Surpreendentemente, o principal resultado tem mais a ver com arquitetura como com planejamento urbano. Diferenciações de superfície, cor, e textura em revestimentos em fachadas de edifícios são os elementos essenciais usados para definir espaços urbanos. Estes incluem subdivisões estruturais tanto quanto na escala menor que são tradicionalmente classificadas como “ornamento”. A função de ornamento em revestimentos e fachadas de edifícios é para garantir que cada região arquitetônica interaja com o usuário a qualquer distância. O sucesso do espaço urbano depende desta interação (Moghtin, Ocand Tiesdell, 1995) e uma das metas deste Capítulo é mostrar porque isto é verdade.
A relação entre carros e pedestres é o maior tópico por si só. Pedestres tanto precisam ser protegidos como ser conectados a carros. Embora o núcleo do espaço urbano na teia de trajetos de pedestres em muitos casos o espaço também pode conter estradas (mas não auto-estradas) que deve ser periférica, mas não intrusiva ao núcleo É essencial conectar trajeto de carros com os de pedestres, mesmo numa rua estreita para garantir a densidade de movimento apropriada. Muito freqüente, entretanto, tráfego veicular encrave e destrua o espaço urbano. Os melhores exemplos provem de um tempo quando carros ainda não dominavam. Estradas limitam espaço urbano, ainda uma estrada ou estacionamento não é uma aresta vertical que define uma vizinhança espacial. Espaço urbano é limitado por edifícios, árvores e muros; mas nem por meio-fios nem por carros.
Características de espaços urbanos de sucesso podem ser deduzidas a partir de exemplos históricos (Krier, 1979; Moughtin, 1992; Moughtin, Oc & Tiesdell, 995; Paumier, 1988; Wiedenhoeft, 1981). Cidades e subúrbios novos têm que seguir padrões urbanos para cidade motorizada cujas demandas ditam muito das estruturas em larga escala. Estas tendem a destruir espaço urbano. Existe uma imensidão de corpo de literatura criticando formas suburbanas e planejamento modernista (Greenberg, 1995; Madanipour, 1996; Paumier, 1988; Wiedenhoeft, 1981). Não é propósito deste Capítulo de se engajar em outro ataque; ao invés disto, o autor acredita que o espaço urbano pode de fato existir nas cidades e subúrbios de hoje e provê um padrão para criar isto.
Parte A. O campo de informação espacial
A geometria influencia o campo de informação
Uma superfície áspera vai, em geral, dispersar luz e som em todas as direções com um pico na direção ortogonal (90º com relação à superfície). Pode-se sempre segurar uma página ortogonal à linha de visão quando se lê. Otimizando a representação de informação contida em superfícies vai influenciar a geometria de um modo considerável. Pela orientação estrutural de peças circundantes um espaço aberto de tal modo que elas apresentem informação máxima, uma peça de vizinhança côncava é gerada. Deste modo, ótica e acústica determinam em parte o local (i.e., pequena escala) geometria de limites da espacialidade urbana. Este processo leva ao que Alexander chama de “espaço positivo” que ele propõe como uma propriedade fundamental compartilhada por todas estruturas coerentes (Alexander, 2002).
Maximizando o campo de informação através das texturas geométricas e superficiais abre a possibilidade de sobrecarga de informação. Isto pode levar ao caos, mas é evitado pela harmonização do conjunto pelas simetrias e conexões matemáticas. O processo de harmonização está fora do escopo do presente Capítulo. Alexander descreve em detalhe como a “totalidade” resulta de um equilíbrio cuidadoso e colaborativo no meio de diferentes segmentos de desenho (Ibid.). Este estado é extremamente difícil de chegar. Notem que o processo de harmonização é o oposto da remoção de informação do ambiente de tal sorte que a falta de harmonia não é mais evidente mesmo que a última abordagem realmente reduza a desordem visual (Salingaros, 1997)
Uso de informação e o sucesso do espaço urbano
Precisamos distinguir duas medidas gerais de informação: (i) conteúdo e (ii) acessibilidade. O conteúdo de informação é o que se descreve (i.e. a mensagem de texto numa página), enquanto que sua acessibilidade é o esforço inverso necessário para receber esta informação (i.e., a facilidade com que isto é lido). A freqüência ou intensidade de uso de informação é, na primeira ordem, o produto de conteúdo com acessibilidade. Esta relação simples tenta equilibrar estes dois fatores independentes. Para uma situação ou tarefa particular, informação pode ser classificada de acordo com sua relevância direta em conteúdo. Informação prontamente disponível que tiver pouca relevância de conteúdo estará sendo menos usada, ou absolutamente nada. De outro modo, informação pertinente que for menos facilmente acessível não irá tampouco ser usada.
Seres humanos são máquinas de processar informação cujas existências dependem da capacidade de interpretar a informação contida nas suas cercanias. Nós deveremos ser capazes de julgar instantaneamente e responder à informação ambiental e nossa evolução tem nos equipado com ferramentas sensoriais e perceptivas para fazer isto: é precisamente esta habilidade que nos faz humanos. Sobretudo, desde que informação espacial desempenha tal papel fundamental na nossa funcionalidade como sistemas de vida complexa nós precisamos disto tal como precisamos de ar e nutrientes para nos sustentar. A complexidade e organização de informação arquitetônica é crucial para nosso estado mental (Salingaros, 1997). Uma equivalência é aqui proposta entre o uso físico do espaço e o uso do seu campo de informação que isto gera.
Nas comunicações de engenharia, se supõe que esta informação está disponível e que o acesso a isto depende da capacidade de receber e transmiti-la sem perdas. Percepção humana é instantânea, no entanto, o acesso deste modo para informação arquitetural envolve apresentação ao invés de transmissão. A percepção de formas arquitetônicas pode ser dividida em dois aspectos como acima falado: (i) o conteúdo de informação depende do desenho, geometria de formas e respectivas subdivisões assim como desenho organiza elementos em formas particulares. (ii) Acesso de informação é governado pela orientação de superfícies, respectivas diferenciações na menor escala e a microestrutura nos materiais. Estes fatores independentes geram o campo de informação que, por sua vez determinam o uso do espaço urbano.
O conteúdo de informação de superfícies circundantes do espaço urbano é baixo para superfícies cheias ou vazias e alto para padrões interessantes; isto se torna tão alto em ambientes perturbantemente caóticos. Poder-se-ia usar a medida L de complexidade definida aqui (Salingaros, 1997) que distingue entre formas vazias, por um lado, e dois opostos: complexidade organizada ou desorganizada, pelo outro. O fator acessibilidade é um problema separado, dependendo ambos das superfícies físicas e do receptor pedestre. Existe uma interação não-linear entre superfícies construídas e a densidade de caminhos protegidos que eles encerram. Esta contribuição é mais difícil de avaliar, ainda se pode facilmente formar uma idéia qualitativa dos fatores que tanto aumentam como diminuem a acessibilidade de informação.
Lendo a literatura mais antiga de desenho urbano, autores do passado século dezenove compreendiam a necessidade de um campo de informação para garantir o uso do espaço urbano embora nada como a presente formulação jamais tenha sido apresentada (Madanipour, 1996; Moughtin, 1992; Moughtin Oc & Tiesdell, 1995). Sitte traz este problema em observar que cada grande fachada tem um correspondente espaço urbano a partir do qual isto pode ser experienciado (Collins & Collins, 1986). Do mesmo modo cada espaço urbano bem sucedido tende a ter uma interessante fachada de edifício como uma superfície limitante para agregar vida ao espaço tanto quanto dar razão para uma pessoa estar ali (Collins & Collins, 1986).
O automóvel substitui espaço urbano
O autor vê o automóvel como o protetor de sentimentos humanos numa idade de hostilidade urbana. O automóvel suplantou o espaço urbano depois da Segunda Guerra Mundial. Os interiores de carro tem sempre sido maravilhas do desenho; eles resumem uma bolha confortável, táctil. Tal ambiente de fora raramente foi disponível à pessoa no passado. Com a produção massiva, cada um envolver-se numa concha côncava durante a viagem. Tem-se um ponto móvel, protegido no qual recebe informação espacial. Isto insere o carro numa competição direta com a experiência de pedestre de espaço urbano. A única vantagem deste último é a possibilidade de interação face-a-face com outros seres humanos (agora parcialmente apagadas com o advento de telefones em carros) e contato com natureza.
Decidindo entre a concavidade do interior do próprio carro e espaço urbano do pedestre, a primeira usualmente ganha. Parte da razão disto é a sistemática eliminação do espaço urbano nas cidades pós-guerra (como detalhado na seção passada). A necessidade de introduzir um transporte individual eficiente necessariamente subordinou ruas de pedestres contendo espaço urbano (Krier, 1979; Paumier, 1988; Wiendenhoeft, 1981). As soluções aplicadas, no entanto, são cruas e efetivamente destroem a ambiência pedestre. Planejamento de sucesso requer uma atenção equilibrada às conexões do automóvel enquanto não eliminam as conexões de pedestres. Se não tivermos cuidado então nós criamos ambientes hostis para pedestres que forçam a própria retirada para a segurançatanto física quanto psicológicado interior do carro.
Exemplos construídos, olhar paralelo ao chão
As próximas seções discutem a criação do campo da informação urbana. Exemplos listados abaixo ilustram estruturas que maximizam informação de superfície. Feições Arquiteturais compartilhadas pelos exteriores de edifícios mundo a fora advém pela necessidade humana pela informação espacial. Estes efeitos funcionam somente em estruturas de plena escala; uma construção em miniatura freqüentemente falha em indicar seus impactos. Um sistema Cartesiano destro é usado para as figuras com x-y como plano horizontal e z como eixo vertical. O observador pedestre é colocado ao longo do eixo x olhando em direção à origem. Uma figura representa tanto um plano (x-y) ou vista lateral (x-z) de acordo com o eixo de coordenada. Linhas tracejadas não mostram nenhum contato visual ou acústico; linhas cheias mostram informação transmitida em direção ao observador.
1. Facetas e flautas verticais junto ao chão. Para obter informação acústica e visual olhando horizontalmente, uma superfície deve refletir numa variedade de ângulos horizontais. Uma estrutura é subdividida nas suas facetas verticaisfaixas verticais finas, ou flautasque oferece muitos ângulos diferentes de reflexão (Figura 1). Superfícies não refletoras dão um sinal máximo quando são ortogonais ao observador. Paredes chatas e elementos salientes de seção retangular dão apenas um ponto de contato normal. Notar que este mecanismo é eficaz ao ou perto do nível do chão; estendendo as facetas ou flautas verticais acima do nível do olho nada faz para reforçar o sinal desejado.
2. Anfiteatros. O teatro da Grécia Antiga é o arquétipo da estrutura côncava a céu aberto quando a curvatura dá um foco bastante preciso ao foco acústico e visual. Praças medievais usam a concavidade de grande efeito. Praças contemporâneas são invariavelmente retangulares nem tão envolventes tampouco abertas (Whyte, 1980); elas falham em focar informação.
3. Quintais. Arquitetura vernacular doméstica Mediterrâneo afora emprega o quintal aberto como o maior espaço de vivência. Seus limites dirigem cuidadosamente informação para dentro. O mesmo padrão aplica-se às Madrassas Medievais Islâmicas, Caravanserais, Cloisters cristãos e provêem o protótipo para o edifício universitário circundando um jardim verde ou pavimentado.
4. Colunatas. Colunatas deram definição para espaço urbano no mundo antigo e continua assim hoje nas poucas arcadas remanescentes. Colunas regularmente espaçadas criam um enclausuramento parcial (Figura 2). Notar que a colunata tem muito mais pontos de contato normais do que um muro achatado contínuo e isto deste modo, um margeamento muito mais eficaz para o espaço urbano.
5. Colunas e pilastras. A refletividade de um muro exterior plano ou convexo é aumentada por uma linha de colunas na sua frente. Estas podem ser tanto colunas inteiras na frente como meias-colunas no relevo no muro (Figura 3). A primeira solução é usada nas fachadas gregas antigas; a última nas Arquiteturas da Europa Medieval e Renascentista.
6. Entalhamento de ranhuras em colunas. Uma coluna portante lisa apresenta uma superfície convexa tendo uma linha normal simples de reflexão. Escavando a coluna transforma uma superfície originalmente convexa numa peça única de superfície côncava, multiplicando assim os pontos de contato (Figura 4). Em escala maior, minaretes facetados ou flangeados utilizam do mesmo efeito.
7. Colunas grupadas. Nos pilares engajados das Catedrais da Idade Média, a coluna principal é circundada por quatro meia-colunas menores. A concavidade é melhorada o que aumenta as propriedades de reflectância (Figura 5). Esta solução aparece também na escala de um edifício cilíndrico para quebrar a convexidade de uma parede externa.
Figura 1: Decomposição de superfície de edifício no nível do chão em facetas e ranhuras verticais.
Figura 2: Cada coluna provê um ponto de contato
Figura 3: Colunas embutidas dão pontos de contato no correr de um a parede plana onde nada haveria de outro modo.
Figura 4: Esculpir ranhuras numa coluna multiplica os pontos de contato.
Figura 5: Grupamentos de colunas complexas aumentam pontos de contato.
Exemplos construídos, descobertas a partir horizontal
Os exemplos precedentes facilitam o acesso da informação num plano horizontal paralelo ao solo. Temos também que considerar todos os ângulos verticais subentendidos entre o nível do olho e a altura total do edifício. Em complemento às soluções horizontais, casos são listados agora em contato acústico e visual enquanto um observador está descobrindo. (A questão crucial da altura ótima da altura de um edifício circundante do espaço urbano não será abordada aqui). É notável que os estilos arquitetônicos atuais dêem pouca informação superficial a partir de qualquer ângulo mais alto que a horizontal, ainda este ponto quase nunca é discutido. Esta drástica perda de informação reduz significantemente o espaço urbano na frente de tal estrutura.
1. Facetas horizontais e ranhuras acima do nível do olho. De modo a dispersar luz e som para baixo em direção a um observador, uma superfície tem que refletir numa faixa estreita de ângulos no plano vertical. Faixas horizontais ou ranhuras devem ser definidas, orientadas numa variedade de ângulos orientados para baixo (Figura 6). O padrão geral leva para feições arquitetônicas que apresentam linhas verticais acerca do nível ocular e linhas horizontais acima deste nível. A arquitetura histórica da Índia, especialmente a tradição templária Hindu, emprega esta solução muito freqüentemente. Articulações horizontais com cantos estritamente ortogonais não atingem o sinal desejado.
2. Beirais de telhado. Com exceção daqueles de climas desérticos, historicamente edifícios tem cornijas ou avantajados beirais de telhado. Sem esta saliência, a conexão de um pedestre com a altura do edifício se perde. Isto ocorreu com o edifício Carson Pirie (de Louis Sullivan) quando o beiral do telhado foi removido nos anos 50 numa tentativa de “modernizá-lo” (Elia, 1996).
3. Cantos de telhado. Os tetos de templos chineses, japoneses e coreanos todos encrespam nos cantos. Beirais em balanço contundentes em direção ao observador são visualmente ambíguos e, possivelmente ameaçadores enquanto que quinas que apontam apresentam informação de superfície pelo lado de baixo ao pedestre que se aproxima. Isto estende o sinal eficaz a uma região fora do edifício.
4. Verga de Janela. Ao longo da história, janelas costumam ter uma verga ou moldura saliente no exterior que éé conectada visualmente e acusticamente ao observador externo. Fazendo a janela “saltar” com a parede exteriorcomo se fosse de uma “pele singela”remove esta informação essencial, não deixando qualquer outro ponto de contato (Figura 7).
5. Arcos. Os magníficos portais Romanescos de pedras esculpidas e entradas de Seljuk a mesquitas e caravanserais, e “iwans” Timurides pavimentados são elementos côncavos baseados no arco. Todos eles focam informação de superfície. Em nossos tempos, a Ópera de Sidney é um exemplo de uma entrada de arco aberta. Arcadas ao nível da rua servem do mesmo propósito para um pedestre se aproximando.
6. Domos e volutas. A partir do Panteão, até o Hagia Sfia, à tumba de Oljeytu Khan, às numerosas mesquitas de Sian, muitos edifícios recriaram internamente a amplitude de espaços internos enclausurados. Aqueles espaços interiores nos dão lições de gerar espaço urbano. Em escala muito menor, estruturas cobertas que oferecem proteção contra os elementostanto apegada como liberadageram um baldaquim vertical de informação.
7. Frontões e cimalhas. Cimalhas esculturais nas Arquiteturas Grega Clássica e Hindu e cimalhas em relevo caligráfico em Arquitetura Islâmica representam uma área difrativa que dispersa luz em todas as direções, principalmente para baixo. Bastante separado dos seus valores artísticos e religiosos, portanto, eles funcionam como fontes de informação acústica e visual.
Curvatura, fractais e a multiplicidade de observadores
Os exemplos acima descrevem os sinais recebidos por um simples observador. È necessário considerar uma matéria inteiramente distinta que é o ângulo subentendido total para o qual cada solução funciona. Isto é equivalente em perguntar: quantos observadores diferentes situados em diferentes localizações receberão informação de uma particular estrutura? Claramente, o foco não pode ser apenas na direção de um simples ponto por que é provável que outros observadores não irão receber qualquer sinal. Por esta razão, ranhuras são melhores que facetas retas. Superfícies curvas permitem uma multiplicidade de ângulos de reflexão, dirigindo um sinal em direção à muitos observadores diferentes. Esta regra simples explica porque exteriores tradicionais empregam elementos curvos em uma ou mais escalas.
Cada peça individual não precisa ser côncavade fato, algumas soluções pedem elementos convexosainda por cima, peça única de concavidade requer uma ampla variedade de diferenciações espaciais nas escalas menores e intermediárias. Com segmentação suficiente qualquer ampliação mostrará subestruturas diferentes. Isto é uma definição de fractal (Batty & Longley, 1994; West & Deering, 1955). Fractais randômicos são de fato gerados pelo processo estocástico de edificação ricamente complexa, estruturas detalhadas para circundar espaço urbano. Em exemplos históricos, ornamentos e decorações subdividem fachadas de edifícios em muitas escalas diferentes: a mais eficaz destas criou a geometria fractal (Moughtin, Oc & Tiesdell, 1995). A conexão entre fractais e escala hierárquica em arquitetura é independente de desenho ou estilo.
Michael Batty e seu grupo (Batty & Longley, 1994; Batty & Xie, 1996), e Pierre Frankhauser (1994) provam que formas urbanas de sucesso são intrinsecamente fractais. Aqueles resultados se referem primariamente ao plano que mostra o projeto e distribuição de caminhos em escala grande. No entanto, a estrutura fractal estende-se a elementos arquitetônicos tais como exteriores de edifícios circundando espaço urbano. Uma conseqüência adiante por realçar o campo de informação através de subdivisões geométricas é dotar fachadas de edificações com escala fractal a partir do tamanho dos edifícios gradativamente abaixo até a escala microscópica nos materiais. Espaços urbanos de sucesso têm vizinhanças fractais (Eilenberger, 1985; Robertson, 1995) assim como obviamente que aqueles mal-sucedidos tem vizinhanças não fractais.
Concavidade e enclausuramento
A idéia do enclausuramento não é nova. Por exemplo, Charles, o Príncipe de Gales identifica “Enclausuramento” como um dos seus “Dez Princípios” (Charles Príncipe de Gales, 1989). Ele deriva esta regra por observar arquitetura tradicional na Inglaterra, Europa e o Leste. Parte de sua crítica franca sobre princípios determinantes de edifícios contemporâneos no fato que eles não dão sentido de enclausuramento por fora e estes espaços abertos, em particular, não são mais fechados, mas apenas largados após os edifícios serem colocados no lugar (Moughtin, 1992; Moughtin, Oc & Tiesdell, 1995). Concavidade é mais geral que enclausuramento: este é simplesmente concavidade numa escala maior. Concavidade pela escala hierárquica é essencial para definir o campo de informação espacial.
Com o Padrão No. 106 “Espaço Externo positivo”, Christopher Alexander e seus colegas identificaram a necessidade de concavidade e enclausuramento em espaços abertos (Alexander, Ishikawa, Silverstein, Jacobson. Fiksdahl-King & Angel, 1977). O resultado é precisamente o tal derivado aqui a partir de argumentos informacionais. “Uma Nova Teoria de Desenho Urbano” (Alexander, Neis, Anninou & King, 1987) enuncia isto em termos fortíssimos: espaço para pedestres, ruas, jardins, mesmo estacionamentos, devem ser formados por edifícios que os circundem não vice-versa. É o espaço que é importante e os edifícios são os meios para definir isto. Sempre que edifícios são o foco de atenção, espaço é deixado indefinido. Com “The Nature of Order” (Alexander, 2002), Alexander vai além para ancorar o tecido urbano numa faixa contínua de espaço público.
Que superfícies côncavas devem limitar espaço público foi preconizado por Sitte (Collins & Colins, 1986) e por Herman Sörgel, 1918). Eles argumentavam que todos espaços bem sucedidos tem certas características geométricas que precisam ser seguidas no criar novos espaços urbanos (Moughtin, 1992; Moughtin, 1992; Moughtin, Oc & Tiesdell, 1995). O livro de Cullen “The Concise Townscape” é largamente referenciado como tendo sido influente ao planejamento urbano desde sua publicação inicial em 1961 (Cullen, 1961). A evidência não apóia aquelas reclamações. Muito do espaço construído dos últimos quarenta anos pode ter sido humanizado pela aplicação da observação explícita de Cullen: A cidade típica não um padrão de ruas, mas uma seqüência de espaços criados por edifícios. É lamentável que esta afirmação foi (e é) ignorada pela profissão de planejadores.
Materiais, textura e pigmentos
Os materiais usados nas fachadas edilícias desempenham um papel crucial na criação do campo de informação espacial; a qualidade da superfície é um fator independente da geometria. Materiais de alta tecnologia são um componente necessário para qualquer nova arquitetura. De todos novos materiais abrangendo uma larga variedade de qualidades, no entanto, aqueles favorecem até então por terem uma feitura em comum: eles minimizam informação de superfície. Portanto, um dos seus efeitos principais é diminuir o acesso à informação (como debatido na seção anterior, isto é deliberado). Se quisermos ajudar a informação de espaço urbano, então teremos que começar a usar materiais, tanto velho como novo, com o objetivo de enfatizar informação de superfície.
Edifícios históricos empregam materiais tradicionais de modo que maximize informação ótica e acústica em todos ângulos: um sinal incidente é dispersado em todas direções de tal sorte que pode ser recebido por muitos observadores. Superfícies que se comportam deste jeito tem características especiais. Elas são: 1. Texturizadas, com relevo articulado que reflete sinais em diferentes direções; e ,2. Pintadas em cores brilhantes com um alto valor de cor perto do branco. Relevo, textura de superfície e decoração esculpida reflete som e luz por toda parte (reflexão não especular) enquanto que pigmentos absorvem um raio incidente, então re-irradiam a energia em todas as direções (esparsando). O efeito líquido é o mesmo.
Padrões de relevo através da arquitetura tradicional distribuem som e luz fazendo a parede parcialmente refletiva com um ângulo oblíquo. Por contraste, paredes polidas suaves refletem de volta apenas no simples ângulo normal (ortogonal) a sua superfície. Não há contato ótico acima do nível do olho (Figura 7). Mesmo pior, um espelho de acabamento refletivo evita todo contato porque o olho não pode focar num espelho. (Pequenos espelhos são úteis, no entanto quando justapostos com regiões foscas). Num outro extremo, cores muito escuras de qualquer matiz, especialmente preto fosco, cinza escuro e marrom escuro. Exteriores de edifícios em tais cores minimizam acesso de informação, independentemente de qualquer relevo de superfície. Concreto rústico é usualmente cinza médio fosco com propriedades refletivas e de dispersão de luz, pobres.
Grandes panos de placas de vidro criam ambigüidade informacional: o sinal visual indica uma superfície, mas não tem informação. Dependendo do ângulo, janelas sombreadas escuras são tanto tão transparentes, tão refletivas ou tão absorventes para definir uma vizinhança espacial. O único modo de reforçar o sinal visual é usando uma moldura estrutural entre panos de janela; suficiente disto para dar informação não ambígua. Esta solução funcionou por séculos, desde que vidro podia apenas ser produzido em relativamente pequenos panos. A necessidade de pequenos panos de janelas é percebida por Alexander (Alexander et al., 1977) enquanto que nos preocupamos aqui com luz refletida de fora.
Parte B. Como informação determina nós e caminhos
O campo de informação influencia o espaço
A primeira parte deste Capítulo estabeleceu métodos para gerar um campo de informação espacial e argumentou que isto é responsável por determinar espaço urbano de sucesso. Isto relaciona o campo de informação com as superfícies circundantes. A segunda parte deste Capítulo vai mais e relaciona o campo de informação com a estrutura do espaço aberto que permeia. O que existe no espaço em termos de caminhos e nós locais é de fato determinado pelo campo de informação. Para muitos leitores este resultado é surpreendente porque isto implica que se não se precisa desenhar espaço aberto absolutamente. O “desenho” já é arrumado pelas superfícies circundantes; tem-se que simplesmente que descobrir isto. Este resultado fundamental é desafortunadamente ignorado pela história. Em muitas situações um espaço aberto é “desenhado” e o resultado tem nada a ver com o campo de informação gerado pelas estruturas circundantes.
Cada um dos dois componentes do espaço urbano (i.e., o limite construído, ou o espaço aberto) pode ser bom, ainda que eles freqüentemente não se incluam juntos. Isto diminui o conjunto precisamente porque cada componente não reforça o outro; não existe unidade. Os ótimos espaços urbanos contam com seu reforço mútuo que ocorre via campo de informação. Mesmo alguns espaços urbanos históricos são enfraquecidos pela falta de coesão entre o espaço e suas estruturas circundantes. Na base deste problema está uma dicotomia entre desenho (que usualmente implica numa ordem imposta) e descoberta (que representa qualidades latentes esperando para serem trazidas). Não existem presentemente procedimentos quando aplicar cada método. Vamos oferecer algumas soluções que remediarão a situação.
Complementaridade de caminhos e espaços
Espaços inabitáveis definem um volume tridimensional que enclausura e direciona caminhos de movimento e interação humanas (Bacon, 1974). Ao mesmo tempo, caminhos e nós de atividade precisam de espaço urbano para envolvê-los e protegê-los. Caminhos, nós de atividade e espaços reforçam-se em cada região urbana bem sucedida. Um modelo grafo-teórico para conexões na teia urbana foi introduzido no Capítulo precedente. O papel da trajetória conectiva de espaços urbanos é um determinante crucial para o sucesso deles. Mais do que isto, no entanto, que caminhos são realmente usados é determinado pela geometria e conteúdo de informação de vizinhanças urbanas. Como observadores interagem com o campo de informação espacial vai garantir a presença deles em números suficientes. Aquilo determina, e por sua vez é determinado, pela estrutura do caminho.
Em matemática, existem qualidades diferentes que são sempre ligadas. Por exemplo, (omitindo casos patológicos), cada objeto tem tanto massa como volume; cada superfície tem outro lado; cada linha aberta tem dois pontos finais. Do mesmo modo, cada espaço urbano operante é ancorado numa rede de caminhos conectivos. Este fato tem sérias implicações que não são bem conhecidas. Os caminhos e nós formando a teia urbanae seu complemento, espaço urbanonão podem ser decididos na base de um plano regular porque caminhos seguem suas próprias regras (veja o Capítulo precedente). Uma simetria acima de tudo ajuda apenas se organiza todos os elementos conectivos numa região; não pode por si só estabelecer caminhos, apenas pode danificá-los. Se impondo uma ordem racional separa caminhos, então isto destrói o espaço urbano.
Tratar espaços e caminhos como um todo indivisível ajuda a estabelecer a continuidade apropriada. Trajetórias não acabam subitamente; elas entrecruzam espaços abertos e cortam através de áreas construídas. Espaço urbano obedece a mesma topologia (conectividade) de modo que não pode ser isolado. Idealmente, todos espaços urbanos numa cidade devem ser conectados numa cadeia gigante. Esta não é apenas a maior, espaços abertos que abranjam espaço urbano; cada passagem e nó de pedestre define uma região local de espaço urbano que pode, portanto, ter tamanhos e larguras largamente diferentes (Bacon, 1974; Paumier, 1988). Opostamente, duas regiões de espaço urbano não são realmente conectadas se forem ligadas por um espaço, mas não por caminhos.
O núcleo do espaço urbano é pedestre
Este na é um Capítulo sobre zonas de pedestres e praças históricas; descreve o ambiente total entre edifícios. O núcleo de todo espaço urbano é pedestre e qualquer estrutura tem que enfatizar e não perturbar este núcleo. Edifícios, muros, arcadas e pavimentações definem espaço urbano por gerar um campo de informação. Estradas, rodovias, pontes veiculares e estacionamentos não; eles devem ser cuidadosamente desenhados ao redor do núcleo pedestre senão eles vão danificá-lo. Aqueles elementos enfatizam o espaço urbano por dar excitação visual de tráfego da cidade tal qual a rede de transporte que alimenta dentro das trajetórias de pedestre. Não estamos advogando a separação física dos pedestres do tráfego veicular, mas sua interconexão enquanto se protege cuidadosamente os primeiros.
O campo de informação urbana gera nós pedestres transientes pela interação com o observador. Se for compelido a parar em certos pontos onde informação é tanto focada como concentrada pela interseção e ressonância de diferentes sinais (isto é impossível enquanto estiver dentro de um carro). Tais nós induzido por informaçãorepresentando uma momentânea parada por um pedestrepode ser fugaz em tempo, ainda sua freqüência pode ser enorme. Suas importâncias para espaço urbano é numericamente muito maior que para nós fixos tais como um banco. A presença de outros pedestres aumenta o número de nós temporários pelo ajuntamento de grupos de pessoas e geralmente formando interações complexas entre seres humanos. O fluxo de pedestres se transforma num exame mais perto de consistir em muitos caminhos entre nós temporários de pedestres (Whyte, 1980).
Fora do interesse nos detalhes do ambiente que motiva uma pessoa estar lá, espaço urbano requer a ausência de ansiedade que vem de duas fontes diferentes: 1. Ambigüidade das superfícies limitantes; e 2. Ameaça de carros ou outros veículos. Qualquer um destes cria uma reação psicológica negativa no pedestre, invalidando assim qualquer informação que aquela região pudesse oferecer. Os axiomas de espaço urbano dados no começo deste Capítulo jazem no núcleo da psicologia ambiental. Conceitualização e uso descomplicado do espaço têm os pré-requisitos de vizinhanças firmes e livre movimento dentro destes limites. Este é o conceito de “Spielraum” ou o espaço de um ambiente favorável em psicologia infantil.
É bem conhecido que sob tensão do ambiente, o cérebro humano “dobra-se para baixo” na sua mais primitiva parte que não inclui o alto pensamento. Fazendo assim, nosso campo de percepção estreita-se e perdemos muito de nossa capacidade de pensamento racional e criativo. Uma vez que se tem este sentido ameaçado, existe uma diminuição na habilidade de aprender. Um ambiente que cria ansiedade diminui nossa inteligência. Esta é característica de espaços urbanos pobres. O cérebro humano está constantemente tentando transformar dados sensoriais em sentido; olhando para organizar informação dentro padrões. Quando é frustrado por superfícies que tem tamanho material, mas que não dá informação, a reação é uma de tensão.
Em apenas uns poucos lugares onde pedestres e carros coexistem é o pedestre protegido o suficiente daquela região para ancorar espaço urbano. Em muitas cidades e subúrbios o espaço urbano encolheu para uma desprotegida calçada de um metro de largura que é picotada por entradas de carro a cada poucos metros (Greenberg, 1995). Novas lojas com fachadas fora de moda a redor de um estacionamento pode definir espaço urbano, mas usualmente nada há além de um passeio desconectado ao longo das frentes de loja. Esta dramática perda de espaço urbano é parcialmente atribuível à mistura descuidada de caminhos de pedestres com os de veículos. Se não lidados com grande cuidado caminhos de veículos (que são elementos mais fortes) vão substituir inteiramente os caminhos de pedestres.
Soluções baseadas no campo de informação espacial
Espaço urbano não é um desenho limpo, abstrato; é uma experiência humana complexa. Depende de uma interação com o observador e o campo de informação: mais especificamente, uma combinação de campos de informação visuais, acústicos, térmicos e táteis. Uma abundância de coerente superfície de informação ajuda a gerar espaço urbano. Qualidades espaciais e conectivas juntas determinam o sucesso de espaços urbanos; a estrutura do caminho já foi tratada no Capítulo precedente. Por receio o leitor assume incorretamente que esta teoria aplica-se apenas para paredes a alguma distância, primeiro nós discutimos nós de pedestres e sublinhamos a importância de receber informação tátil de superfícies. O aspecto tátil do espaço urbano tem sido totalmente negligenciado nos nossos tempos.
A necessidade de contato físico
Qualquer função que requeira uma parada ao pedestre, mesmo momentaneamente, define um nó que é estabelecido por alguma estrutura física que se possa tocar. Nós de pedestres para parar e sentar deve dar informação tátil não ambígua. Estruturas locais tais como arcos, nichos, colunas, pilaretes, ou árvores acessíveis que podem oferecer pontos de contato físico são necessariamente componentes de espaço urbano (Gehl, 1987; Mughtin, 1992; Moughtin, Oc & Tiesdell, 1995; Whyte, 1980). O mesmo é verdade para sentar. As praças mais freqüentemente usadas também têm mais espaços para sentar, mas ressaltos e bancos fixos são sempre locados em todos lugares errados (Gehl, 1987; Paumier, 1988; Whyte, 1980)(para explicação, veja abaixo).
Espaço urbano depende justamente tanto quanto da informação tátil dada pelo nó de pedestre localque estabelece uma forte conexão ao pedestrecomo faz nas redondezas globais. Nos dias de hoje, no entanto, mesmo quando nós de pedestres são incluídos nos locais certos, eles ainda são desenhados de modo a minimizar a informação visual e especialmente a tátil. Isto derrota seus propósitos. Colunas, pilaretes, bancos e assentos contemporâneos são construídos a partir de metais incomodativos ou refletivos com extremidades afiadas, ou pedra ou concreto em formatos abruptos, simplísticos. Enormes, floreiras lisas em concreto nada oferecem para tocar. Se a menor das estruturas construídas não gerar um rico e complexo campo de informação, eles são ineficazes como nós locais e apenas confundem o espaço urbano.
Posicionando nós de pedestres
Ordenamento racional freqüentemente diminui a funcionalidade do espaço urbano. Limites, nós e caminhos combinam-se de acordo com suas próprias regras: esta organização não pode ser formalmente imposta. Nós externos cuja posição é determinada por estender algum plano interior de edifício para fora vai, em muitos casos interferir com a estrutura do caminho. Edifícios apenas definem as vizinhanças espaciais do espaço urbano, e suas fachadas e quinas dão pontos de entrada para estradas e caminhos de pedestres. Praças concebidas em mesas de desenho em termos geométricos abstratos são freqüentemente mal sucedidas porque ignoram a complexidade de todos os elementos que interagem que devem conter. Espaços urbanos históricosem alguns casos mesmo os monumentaistem assimetrias que acomodam caminhos.
Existe uma seqüência correta para determinar nós urbanos e é crucial para seu sucesso. Uma vez que edifícios estejam construídos, usualmente dentro de uma rua e sistema de caminhos existentes, se tem que julgar se seus exteriores dão informação suficiente para apoiar o espaço urbano. Se for possível, as trajetórias de pedestres devem ser redefinidas (em muitos casos, todas mudadas em conjunto) de modo que interajam maximamente com o campo de informação. Então se determina que pontos são intensos o suficiente para beneficiar-se do reforço e qual é a maior vantagem de suas posições (por exemplo, por um banco fixo, bancada, canopla, quiosque ou árvore; ou, inversamente, por limpar obstruções próximas). Estas decisões podem ser tomadas apenas no local por si só. O resultado, visto num plano, não vai apoiar relação para decisões que possam ser tomadas na base de simetria abstrata que é porque o último (agora padrão) procedimento falha em criar espaço urbano.
Idealmente, poder-se-ia começar com o especo e colocar edifícios ao redor. Vegetação e feições naturais complementam e ajudam a definir espaço urbano que pode por sua vez protegê-los do encravamento por todos outros elementos construídos. No seu Padrão No 104 “Reparo do Sítio”, Alexander propõe preservar as mais bonitas partes da terra e colocar edifícios nas áreas que precisam reparos (Alexander et al., 1977). Esta abordagem põe prioridade no espaço, urbano ou rural e usa edifícios para reforçar o espaço ao invés do oposto. Uma árvore é o maior objeto vivo imóvel; tem uma estrutura maravilhosamente fractal e dá um intenso campo de informação a qualquer distância. Tem-se uma escolha onde colocar edifícios e vias, mas não se precisa de um século ou mais para crescer uma árvore magnificente num ponto que se escolher.
O Centro de Compras (Shopping Mall) interno como espaço urbano
Os princípios delineados neste Capítulo criam um bem sucedido espaço urbano interno. Seguindo a tradição dos grandes edifícios abobadados do passado e o Bazaar fechadoa rua coberta de lojas no mundo Islâmicoe a Galleria do século 19 em Milão, um espaço interno substitui um espaço urbano externo. Planejadores de Shopping Centers definem uma superfície côncava amigável encapsulando uma área de pedestres protegida cheia de detalhes contrastantesambos visuais e tácteise plantas em vasos. Parte do campo de informação é gerada pela mercadoria exibida nas janelas das lojas. O resto do campo de informação é dado pelos colegas vendedores: ninguém freqüenta usualmente um shopping quando tem apenas pouca gente.
À despeito do sucesso fenomenal dos shoppings, suas lições não tem sido ainda pegas suficientemente bem para empregá-las indiscriminadamente. Em muitas cidades de hoje, um shopping interno pode ser o único espaço urbano no qual a interação humana com alta densidade é possível na ausência de carros. Isto prova nossos pontos acerca de (a) a necessidade de informação e interação; e, (b) a segurança psicológica de um reduto pedestre. O shopping interno separa espaço urbano do estacionamento que é gratuito e convenientemente próximo. A única falha é que o estacionamento circundando o shopping interno o isola da teia de trajetórias de pedestres de lá de fora. Este padrão caracteristicamente americano não é seguido afora pelo mundo, no entanto, onde o estacionamento pode ser no topo do shopping.
Calçadas, ruas citadinas e esquinas
Uma incrível oportunidade de conectar o pedestre com o pavimento tem sido toda perdida pelo mundo afora pelo uso de revestimento comum descaracterizado (mesmo com material caro). O padrão de calçada de concreto não contém informação visual e, de alguma forma é bem estreito. Mesmo quando tijolo é usado como revestimento, padrões percebíveis são usualmente evitados. Ainda, padrões na superfície de caminhos de pedestres podem fazer uma grande diferença.
Recordar-se, por exemplo, todo mosaico maravilhoso e pavimentos paginados do mundo romano. Dentre exemplos históricos notáveis são os pavimentos da Piazza San marco e a tradição arquitetônica portuguesa de desenhos de calçadas vívidas. Alguns das mais famosas calçadas padronizadas estão no Brasil, uma outrora colônia portuguesa.
Numa rua muito estreita que existe apenas em cidades mais velhas, a face oposta de edificações pode funcionar como uma vizinhança à despeito do caminho do carro dividir o espaço. Árvores ajudam a definir o limite (do meio-fio) externo de uma calçada; plantadas ao longo do meio da rua elas apresentam uma solução de algum modo menos eficaz. Um limite intrínseco de uma calçada consiste de uma aresta e entrada de fachada de edifício. É essencial que nenhum vácuo exista no campo de informação espacial, exceto pelos cruzamentos de caminhos que são por si só derivando espaços urbanos. Descontinuidades tais como terrenos vazios, estacionamentos abertos, edifícios excessivamente recuados violam o primeiro axioma do espaço urbano e dissolvem o espaço urbano (Paumier, 1988). Tão destrutiva é a perda do campo de informação devido a uma parede branca delgada ou fachada espelhada.
Diferentes tipos de esquinas são combinadas com seus sucessos de acordo com a forma física (Moughtin, Oc & Tiesdell, 1995). A pior é a esquina negativa ou re-entrante que deixa um vazio; de sucesso mediano é a usual angular ou esquina curva; enquanto que a torreada ou esquina projetada é a melhor de todos os tipos (Ibid.). Esta classificação pode ser explicada pela quantidade de informação visual facilitada a um pedestre. A medida que se aproxima ao longo de uma rua, uma esquina simples angular dá uma definição mínima da aresta enquanto que uma esquina re-entrante nada dá. Por outro lado, uma esquina projetada é visível de qualquer ponto ao longo da rua. Um exemplo é esquina redonda projetada de Louis Sullivan´s Carson, Pirie, loja de departamentos Scott (Elia, 1996).
O mesmo efeito explica o maior sucesso de ruas tendo parcial fechamento em ambas as extremidades. Em casos históricos, ruas raramente alargam dentro de praças diretamente; a transição é usualmente marcada por alguma estrutura estreitante. Isto serve como uma junção entre rua e praça ou entre diferentes seções de rua oferecendo informação virtual a qualquer um caminhando ao longo do eixo. Um arco sobre uma rua (agora, desafortunadamente proibido por regras tolas) é limite útil e poderoso para o espaço urbano. Terminando a rua com uma fachada, como a parede fechante de uma junção em T dá informação axial (Moughtin, 1992; Moughtin, Oc & Tiesdell, 1995). O mesmo princípio ajuda a quebrar uma rua comprida através do use de dobradas e monumentos colocados em rótulas.
Estacionamentos e Shopping Centers em faixa
Muitos edifícios comerciais do mundo permitem apenas acesso de carros. Espaço urbano é substituído pelo estacionamento, ainda que pessoas precisem sais de seus carros até a porta da edificação. Ao menos que se possa justo na entrada do edifício, isto envolve achar um caminho de pedestre temporário, desprotegido no meio de veículos parados e se movendo. Em muitos estacionamentos os caminhos dos carros também são indefinidos criando um sistema caótico, desorganizado e perigoso. Ironicamente, alguns shopping centers em fita dão de fato informação espacial em fachadas de edifícios de estilo antigo (assim satisfazendo o Axioma 1), mas violam o Axioma 2 e 3. A informação arquitetônica é, por conseguinte gasta porque ela é focada para o estacionamento ao invés de ser para uma região do espaço urbano.
Nós temos que redesenhar totalmente os estacionamentos para serem espaços urbanos. Uma idéia é ter passagens de pedestres protegidas dos carros por meio-fio (guias). Hoje, perversamente, nós cobrimos os carros e deixamos os pedestres fora no descoberto. Quanto menos asfalto e concreto, menos problemas com escoamento de água quando chove. O ideal é um jardim no qual exista pavimento em pedras para ruas e espaços de estacionar. Entre eles, um pedestre deve ser capaz de caminhar em segurança, protegidos tanto dos carros como dos elementos enquanto são visíveis a partir de quase todas as direções. Este último problemaque afeta segurança pessoalé o que mantém estruturas de estacionamentos em edifícios altos e em subterrâneos mal sucedidos. Nós intermediários tais como quiosques dentro de estacionamentos podem solidificar a rede de caminhos. O autor visualiza algo como um corredor de aeroporto aberto pelos lados, possivelmente com bancas (revistas e jornais) e petisqueiras.
Parte C. Práticas que enfraquecem espaço urbano.
Espaços abertos que não são espaços urbanos
Praças desenvolvem o amalgamento de uma multitude de caminhos de pedestres superpostos; o espaço urbano meramente abriga e acomoda estes caminhos existentes por dar uma extremidade de proteção. Esta lógica se reverteu nos anos recentes de modo que agora nós esperamos (incorretamente) que um espaço aberto situado em uma região que se escolha vai de algum modo gerar os caminhos que o fará um espaço urbano operativo. Desde que nós eliminemos os caminhos de pedestres que conectem nós residenciais com comerciais, o espaço aberto não mais funcionará como espaço urbano. Algumas praças novas estão inteiramente no aberto com nenhuma edificação ou paredes por perto. Se não recebermos informações dos lados, aquelas não podem ser espaços urbanos. Um desenho de piso legível apenas do ar é totalmente ineficaz.
Copiar um espaço urbano operativo da Europa num centro urbano contemporâneo da América do Norte não funciona. Não apenas pela inexistência de caminhos ou nós de pedestres funcionais, mas usualmente os edifícios altos circundantes não dão informação de superfície das fachadas de estilo antigo no original. Estes podem parecer o mesmo no plano (projeto), mas todos elementos essenciais são diferentes. Um problema separado é que mesmo que nós imitarmos trechos de fachadas tradicionais, mas usarmos materiais que minimize o campo de informação, nós falhamos em reproduzir o efeito original. Superfícies arquitetônicas contemporâneas são lisas e refletivas, e cantos são afiados e abruptos; pelo uso contemporâneo de estilos de edifício nós podemos imitar as qualidades superficiais de um espaço urbano mas perder sua essência.
Usos próprios e impróprios de gramados
Áreas verdes de sucesso são por elas mesmas espaços urbanos: parques e jardins que são parcialmente cercados por edifícios, muros, sebes, árvores, um rio, etc. (Alexander et. al., 1977). De acordo com o segundo axioma do espaço urbano, aquelas devem ser cortadas por trilhas a serem usadas apenas por pessoas. Áreas verdes plantadas são revitalizantes para pessoas se às pessoas se puderem realmente tocá-las, sentar e caminhar por elas (Whyte, 1980). As áreas verdes de hoje muitas vezes servem para preencher partes vazias de projeto. Edifícios e estacionamentos deixam áreas estranhamente conformadas soltas que são transformadas em gramados que, no entanto, e está fora dos limites de pedestres. Esta atitude também conforma nossa ordinária área verde contemporâneao gramado do subúrbioque é desenhado mais para ser visto do que experienciado.
Vastos gramados ornamentais com caminhos que sejam muito longos para serem funcionais tendem a se tornar terras perdidas desoladas (ver capítulo precedente). Por outro lado, um gramado particular na frente de uma casa não é nem conectado, nem suficientemente isolado da rua. Originalmente usado para pasto de carneiros e vacas em climas úmidos, a presente versão é copiada de propriedades palaciais do século dezoito. Legalmenteembora não visualmente, ou espacialmentepertence à casa, assim vizinhos não andarão nele. Gramados frontais particulares definem uma região ambígua sem vizinhanças ou conexões côncavas, requerendo manutenção e corte regular por símbolo decorativo de status social.
Do ar, um gramado pode parecer tanto como um bom limite, e como espaço urbano, mas não é nenhum dos dois. Seres Humanos precisam de vizinhança vertical para se conectar, mesmo que elementos que definam espaço urbano não apareçam numa planta. Uma cerca de arame é o oposto de um muro maciço com buracos para caminhos que é um elemento de limite apropriado para espaço urbano. Árvores, sebes, seções de muro baixo ou um cerca pontuda ajudam a criar um espaço aberto privado pelo fechamento parcial da frente do gramado com relação à rua. A solução opostaincluir a rua num espaço aberto públicotambém funciona. Crianças freqüentemente brincam na rua e cruzam muitos gramados frontais abertos. É impossível, no entanto, definir esta área como espaço urbano orientado por casas e árvores circundantes quando distâncias entre casas opostas são enormes (Gehl, 1987). Também, fluxo de tráfego deve ser reduzido; tanto pelo revestimento da rua fechada com pedras e seixo, como pelo uso de outros artifícios redutores de velocidade (Alexander et. al., 1977; Gehl, 1987).
Caminhos de pedestres requerem uma extremidade edificada para acompanhá-lo; equivalendo, eles são agora empurrados tão longe de uma edifício quanto possível, direto à extremidade da rua. Por distanciar a calçada da frente da casa, um gramado evita a formação do espaço urbano. Uma segunda extremidade tal como uma parede baixa ou cerca de madeira é um substituto pobre, mas mesmo isto agora é proibido pelas leis de zoneamento em muitas áreas residenciais. Áreas comerciais em subúrbios freqüentemente contêm peças de dois caminhos desconectados, paralelos: um ao longo de uma das frentes de loja e outra perto da rua. Esta prática separa um já enfraquecido sistema de caminhos pela interposição de faixas de gramados e estacionamentos. Peças de gramados decorativos que definam espaços sem caminhos violam o Axioma 2.
Paralelos com arquitetura militar
Estruturas que não seguem axiomas do espaço urbano abundam em arquitetura militar defensiva do século dezoito quando a eficácia de infantaria no ataque de fortificações diminuía. Edifícios apresentam um exterior proibido, hostil ao pedestre porque eles comunicam um mínimo de informação. Suas intenções é precisamente manter as pessoas afastadas oferecendo o arquétipo para espaço anti-urbano. Fortes e castelos são construídos com paredes verticais plenas; torres convexas; esporões; nenhuma estrutura enclausurante; pequenas aberturas; nada que dê um apoio para o pé, etc.. Edifícios defensivos se fecham neles o máximo possível de tal modo que seu aspecto geral é convexo. Eles são inacessíveis a pedestres. Castelos são rodeados por trincheiras cheias de água ou fossos; ou construídos em colinas íngremes; ou mesmo em mar alto ligados apenas por uma ponte ou dique marítimo. Por eliminar caminhos da vizinhança imediata esta zona de amortecimento faz isto mesmo mais difícil de conseguir informação estrutural.
Edifícios de hoje embora geometricamente isolados tendem a não convidar pedestres se aproximarem deles por fora. Pode ter uma “plaza”, gramado, ou calçada na frente ou lados, mas muitos edifícios novos não são desenhados para pessoas para caminhar ao redor deles. Como fortalezas, eles usam a “plaza” como espaço defensivo para isolar e se distanciar dos caminhos e nós de pedestres. A idéia original era facilitar o acesso de carros, mas este requerimento não deve desencorajar contato de pedestre. Ainda relacionado com esta tendência é a ambigüidade da entrada; em muitos novos edifícios é freqüentemente difícil de encontrar como se a edificação fosse se resguardar de intrusos (Greenberg, 1995).
Alguns edifícios contemporâneos imitam fortificações medievais no modo de usar materiais tradicionais tais como tijolo e pedra. Superfícies não apresentam diferenciações, padrões visuais, ou curvas. Concreto é empregado num modo idêntico seu uso pioneiro para “bunkers” militares do século 20. Temos o exemplo das megaestruturas de centro de cidade com paredes plenas (Paumier, 1988; Whyte, 1980; Wiedenhoeft, 1981). Se pode avançar mais usando modernos materiais no desencorajamento de pedestres: paredes de vidro transparente/reflexivo oferecem muito pouca informação ao observador; o mesmo é verdade para superfícies metálicas com acabamento espelhado. Materiais high-tech podem ser combinados com uma geometria acompanhante para possibilitar um pedestre se relacionar com a superfície do edifício.
Geometria não-euclidiana e formas ideais
Espaço urbano não é ligado por edifícios tendo uma forma pura, retilínea. Se edifícios ficam como volumes isolados cúbicos ou abstrato convexos não podem atuar como superfícies côncavas para definir limites espaciais. A idéia de larga escala de maciço Platônico é fundamentalmente falaciosa desde que edifícios com forma regular não são realmente percebidos deste modo. Arquitetos concentram em criar cantos ortogonais exatos e linhas retas, ainda que blocos edilícios não pareçam retos. Nossa geometria visual é altamente não-euclidiana. A figura que vemos em nossas volta é comparável àquela da lente olho-de-peixe de curto comprimento focal na qual não existem linhas retas. Fotos de estruturas retangulares devem ser tiradas de longe, usando a lente de alteração de perspectiva para extremidades retilineantes e fazer ângulos parecerem ortogonais.
Impondo cantos retos e puros, superfícies planas em nosso ambiente assumem uma autoridade não sacudida em nossos tempos nas contas de atividades e necessidades humanas. Hoje, quando alguém propõem quebrar a geometria de uma grelha ou retângulo, muitas pessoas sentem algo perto de terror. Não há lógica por trás disto: é uma reação emocional do condicionamento psicológico. Temos sido ensinados que a moderna civilização depende de linhas retas. Ainda, esta é uma idéia reforçada pela nossa escolarização e mídia: uma obsessão ausente do urbanismo tradicional. Isto representa um estilo arbitrário e não um padrão fundamental. Pela aceitação um sistema de valores no qual formas e planos retangulares em prioridade sobre estruturas tanto naturais e artificiais não retilíneas, nossa civilização não pode criar espaços urbanos.
Conclusão
Esta Capítulo propôs que: 1: Espaço urbano de sucesso é ligado por superfícies côncavas amigáveis; 2 Espaços urbanos e caminos se reforçam; 3 O núcleo do espaço urbano é pedestre. Todos três pontos são apoiados por argumentos que relacionam o uso do espaço urbano a este campo de informação. No levantamento de grandes espaços históricos junto com aqueles em vernacular arquitetura tradicional, espaço urbano é de fato definido por estas regras. Quando vemos o que faz espaço urbano funcionar, podemos compreender porque isto pode dar um ambiente nutritivo psicologicamente. Espaços urbanos historicamente otimizam a entrada de informação visual, térmica, acústica e tátil ao pedestre. Por outro lado, carência de informação que se precisa para definir uma limitação espacial causa desconforto psicológico. Esta teoria dá critérios com os quais se julgam espaços urbanos existentes e oferece passos verdadeiramente concretos de repará-los. Mais importante, se pode predizer o sucesso de estruturas não ainda construídas.
Agradecimentos
O autor se privilegiou em trabalhar com Christopher Alexander ao editar The Nature of Order, que inspirou muitos dos conceitos discutidos aqui. O autor também agradece Michael Benedikt, Rajendra Boppan e Lachlan Robertson por sugestões úteis.